Quinze dias após o início da terraplenagem do estádio do Corinthians, em Encontra Itaquera, na Zona Leste de SP, o canteiro de obras atrai torcedores do time e moradores do bairro que acompanham o ritmo das obras.
Corintiano desde que nasceu, o escriturário aposentado Alício Mariano, de 76 anos, incorporou à rotina visitas frequentes ao terreno ao lado da Radial Leste, como fez nesta segunda-feira (13).
“Levanto, tomo banho, faço barba e venho. É como se fosse uma obra minha. A gente tem de acompanhar para ver como está. Pelo menos um dia vou poder dizer para os meus netos, eu vi a fundação daquilo ali.” Mariano leva sempre a mulher, Maria de Lurdes Lima Mariano, de 64 anos.
“Já viemos umas 30 vezes”, diz ela. Mas ele corrige: “Umas cinco ou seis vezes”. O casal fica cerca de uma hora observando o trabalho. “A gente fica falando como vai ser o dia do jogo”, afirma.
Moradores na Vila Progresso, a cerca de 3 km do estádio, eles tomam ônibus ou vão a pé para fazer a checagem. O casal chegou a pensar em vender a casa e mudar para Santo Antônio da Posse, no interior de São Paulo, mas o início da construção adiou os planos. “Vamos ver essa obra primeiro”, diz Alício.
Técnico em manutenção elétrica, Nelson Cavalcante, de 45 anos, também acompanhava as obras na tarde de terça-feira, acompanhado pelos amigos Julio Alves, de 71 anos, e Melquíades Alves Costa, de 68 anos. Os três corintianos estão otimistas com o andamento das obras. “Pelo ritmo da obra não está mal, não.
Quem conhece como a gente que está aqui todos os dias, vê que já foi tirado bastante coisa. Acho que está dentro do cronograma que eles estipularam”, diz Melquíades. “Está legal. Está bom aqui para nós”, diz Julio Alves. “Vi que adiantou bastante”, afirma Nelson.
Morador do quinto andar do Condomínio São Francisco I, que tem janela de frente para o futuro estádio, João Gomes, de 79 anos, ainda não tem certeza de que será possível assistir aos jogos de dentro de casa. “Acho que não. Deve ser fechado”, afirma.
Também corintiano, o supervisor de segurança Carlos Eduardo Gomes Garcez, de 44 anos, filho de João Gomes, acredita que, depois do Metrô e do Poupatempo, o estádio deverá levar valorização ao bairro. “Estão valorizando.
No ano passado, o apartamento valia R$ 130 mil e agora vale R$ 150 mil. Tem imobiliárias procurando, mas ninguém quer saber de pôr para fora”, diz João Gomes.
Fonte: G1
adiante corinthians … contra tudo e contra todos,,,,